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Decepções Públicas, Alegrias Privadas
Emmanuel Ethis; Tradução: Maria do Rosário Saraiva; Revisão: Helena Santos
Resumo

Propõe-se um questionamento sobre a recepção cultural – assente num princípio de singularidade, em que uma prática cultural particular reenvia para um regime semiótico específico – do teatral, do cinematográfico, do pictórico, etc. – que faz com que as obras com que nós nos confrontamos existam e sejam interpretáveis e interpretadas em função desse regime específico. Este quadro de interpretação é construído à medida da nossa prática do teatro, do cinema ou da exposição, e a nossa relação com os objectos das nossas práticas é, ela própria, alimentada pelas nossas expectativas – expectativas essas que se transformam com o tempo e em função da intensidade das nossas práticas. A reflexão toma como caso a polémica edição 2005 do Festival de Avignon.

Palavras-Chave: Recepção e públicos culturais; Teatro; Festivais
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Abstract

The subject of this paper is cultural reception. The concept is based on a principle of singularity: a specific cultural practice relies on a specific semiotic matrix (theatrical, cinematographic, pictorial, etc.), that gives existence and sense to the artworks we deal with. The development of this interpretative schedule is intrinsic to the development of our cultural practices. At the same time, our relationship with the objects of our practices depends on our expectations which change with time and depend on the intensity of our practices. The paper focuses on the controversial 2005 Avignon Festival edition.

Palavras-Chave: Cultural reception; Audiences; Theatre; Festivals
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issn - 1646-3153